O que mudou em 1 mês viajando

Um mês que saí de Curitiba hoje!!
Muita coisa para refletir e analisar… porque viajar sozinho(a) vai muito além da descoberta de novos lugares, cidades e países… digo que é a real descoberta de si em momentos diferentes do seu habitual. É um exercício diário de leveza, amor próprio e calmaria.

A convivência diária só com você, com o seu interior, com seus medos, anseios, alegrias e tristezas, é algo encantador, e que facilmente se transformam em sonhos, desejos e objetivos para toda a vida.

Cada dia você se fortalece mais, cresce e se enxerga como um ser maior e melhor. É o real controle dos seus pensamentos para que eles não te engulam.

Viajar sozinho(a) é fazer uma viagem para dentro de si. É um aprendizado gigantesco. O superar desafios é incrível. Vibrar com cada detalhe, com sua própria vitória, transpor um erro ou uma derrota e ver o lado positivo de tudo, é muito gratificante e vale muito a pena.

O jeito de pensar sobre as coisas vai ficando diferente e muda no decorrer dos dias. A forma de enxerga a vida, o Mundo e as pessoas, muda e muito. Ainda mais quando se faz um mochilão, você acaba se privando de muitas coisas, mas vive de uma forma muito bacana outras. Suas prioridades em uma viagem assim são totalmente diferentes e acabam sendo complementares ao seu estilo de vida, e aquilo que você acredita e quer para você.

Viajar só, é você por você mesmo(a), é aprender a lidar com sentimentos que talvez nunca tivesse vivido ou sentido. É saber quais são suas fraquezas, fortalezas. É um exercício diário de amor próprio, de proteção, valorização e significados impares, daqueles que vou levar para a vida toda.

A todo o momento é se priorizar. É ter você como seu maior amigo e amor. E saber se isso basta (ou não), aí sim, tudo começará a fazer sentido.

O tempo todo driblei a falta de ter alguém viajando comigo, mas não com relação a solidão, na verdade não há problemas com a solidão. Senti sim vontade de ter alguém para dividir os momentos, aqueles que não voltam mais e que não podem ser vistos nas fotografias. Senti falta de partilhar aquela alegria vivida por ter visto algo, por ter provado do melhor (ou nem tanto) e por ter sentido algo que brilhou meus olhos.
É isso!! Senti falta de compartilhar o momento na hora que aconteceu.

E para amenizar essa ‘falta’, então sozinha, vibrava por dentro, largava um sorriso e muitas vezes, enxugava a lágrima que escorria timidamente pelo canto do olho.

É uma mistura de sentimentos e os melhores sempre aparecem e te surpreendem.

Nesse tempo, minha consciência – minhas segunda voz, falou muito comigo, conversou, perguntou, duvidou e confortou. Ela também me ajudou muito no dia a dia, em roteiros, escolhas de destinos, a economizar e gastar, a falar e agir.

Ah se todos pudessem ter essa experiência!! Torço para que sim.

Concluindo afirmando que o saldo é muitíssimo positivo!!
Dias sem sol, perrengues, falhas, retrabalhos, tive sim. Mas caíram como uma luva em forma de experiência.

Se eu faria algo diferente?
Sim, teria ficado mais um dia em Viena e comprado o imã de geladeira de lá, mas ficou pra tás. E não teria provado a torta de maça (ontem) em Zagreb. 🙂


2 comentários sobre “O que mudou em 1 mês viajando

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