RJ sob meu olhar!

Sabe de uma coisa? O RJ continua lindo!
É! Lógico que sim. Até porque beleza natural tem de sobra. Mas
rolou uma análise mais profunda, sob meu olhar, uma turismóloga e viajante.

Bom, a primeira vez que fui ao RJ, tem mais de 20 anos. Voltei para uma visita técnica quando estava na faculdade. Depois fui algumas vezes a trabalho. Ainda uma penúltima em 2014, para um final de semana por Copacabana e arredores. E em 2015 para Paraty, Angra, Búzios, Cabo Frio e Arraial do Cabo.
E preciso dizer que esse último final de semana, saí surpreendida. Eu cheguei sabendo aonde queria ir e talvez um pouco sem expectativa, achando que não veria nada de novo, só que acabei me deparando com o desconhecido, com o lado bom e o ruim.

Não é novidade que o Rio de Janeiro é uma cidade muito turística com muitas falhas… e essas falhas são feitas por pessoas.
E o que também me chamou muito a atenção, foi a receptividade, o atendimento (bom e ruim) e acolhimento, que foram recebidos de várias formas.
Onde me senti mais respeitada? Em cima do morro! Acredita? É, isso mesmo! Vou dar mais detalhes sobre isso no próximo post.

Sobre o bom atendimento, percebi principalmente dos motoristas do Uber – e olha que peguei uns 10 carros. Todos cariocas ‘da gema’, muito cordiais, educados, simpáticos e receptivos. Para todos, só elogios.
Agora, sabe o Museu do Amanhã? Ah que porcaria! Que vontade de chamar todos os colaboradores para um breve treinamento sobre: ‘bem receber’.
Tentei justificar para não me frustrar: era domingo de tarde, e não queriam estar ali trabalhando? E cultural? Pura falta de vontade ou de educação? Ninguém os ensinou a retribuir um sorriso, uma gentileza? Difícil.
Juro que não sei. A todo momento pensava: gentileza gera gentileza. Ou não? Nem um ‘obrigado’ recebi. Que pena!

Aproveitando a deixa, o empreendimento é muito bonito. Mas tive a impressão que foi construído no lugar errado. Vi uma disparidade absurda em todas as exposições. Lugar somente para turista, e moradores não vão até lá para tentar entender o que é aquilo…
os espaços possuem mensagens para vida toda, valendo muita a reflexão. Com devida atenção, muitos deveriam levar para o seu dia a dia. Inteligente, seria um grande negócio para cidade se utilizado também para educação de quem mora no RJ. Acho que todos deveriam ter a chance de visitar, analisar, compreender e colocar em prática. Mas, pelo que vi, não há interesse. O preço até que acessível: R$ 20 inteira. Mas confesso que me senti pequena demais lá dentro, em vários os sentidos.

Seguindo… sobre Copacabana, Lapa e Vidigal – merecedor de um texto apenas sobre o Morro, tem toda minha consideração e respeito. Foi pura emoção!

Copacabana não muda. Talvez só a quantidade de cachorros e o odor forte de urina, aumentem. Mas atende bem todas as necessidades do dia a dia. Gastronomia, compras, artesanato e lazer.
Lapa está abandonadíssima. Me assustei, me senti angustiada e desconfortável andando (pouco) por lá. Desci do carro e já quis ir embora. Suja, é a pobreza instalada em lugar que deveria ser totalmente diferente.
A ‘Escadaria Selaron’ estava lotada de gringos, das mais diferentes nacionalidades, todos empolgados, fotografando tudo que viam pela frente. Eles de alguma forma, se divertiam.
Nos pés dos Arcos, tinha uma apresentação de maracatu e vários curiosos em torno. Música boa. Cultura a flor da pele em um lugar massacrado e largado. Fiquei impressionada!
Já tinha ido em uma outra oportunidade, só que a noite, onde muita coisa se esconde. Mas que durante o dia, assusta e marca negativamente.
Um motorista cancelou a corrida por motivo de segurança… e dizem que isso é normal acontecer na cidade. E eu, entendi o porquê.
Voltando para Copacabana, me senti melhor.
Jantamos em clima de fim de viagem.

Ah! Fui ao ensaio da Salgueiro no sábado de noite. Hoje, eu não voltaria. Talvez em outro momento e com certeza em outra escola. Porque não valeu tanto a pena para mim… é que o Vidigal ainda estava muito presente em minha mente. Marcou minha alma mesmo. R$ 30 para entrar na Escola de Samba.

E a mídia?
Tem um poder gigantesco no dia a dia da população. Instalam o medo, e muitas vezes, instigam a alegria. Mostram como está e dizem o que querem. Dão opinião, ainda não formada, e você vê com os olhos deles. Então, não se deixe levar pelo que você escuta apenas.
Sugiro que vá, conheça, explore, vivencie o local e tire suas próprias conclusões. Creio que esse seja o grande sentido de uma viagem. E não esqueça de conversar com os moradores locais. Será uma descoberta incrível e te fará bem.

Errejota me aguarde, porque não vou demorar tanto tempo assim para voltar…


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